Você está em: Home » Artigos » A força do amor de Cristo
A força do amor de Cristo

A força do amor de Cristo

15.05.2010

Na Bíblia, o mar é considerado como um elemento ameaçador, caótico, potencialmente destrutivo, que somente Deus, o Criador, pode dominar e aplacar  mas por outro lado temos outra força, uma força positiva que move o mundo, capaz de transformar e renovar as criaturas: é a força do amor de Cristo. Uma força não essencialmente cósmica, mas divina, transcendente.

O gesto de Jesus ao acalmar a tempestade é um sinal claro de seu senhorio sobre as potências negativas e nos induz a pensar na sua divindade, mas também Ele teve o momento em que sentiu medo e angústia: quando sua hora estava chegando, sentiu sobre si todo o peso dos pecados da humanidade, esta sim uma terrível tempestade, não cósmica, mas espiritual.

Naquele momento, Jesus não duvidou do poder de Deus Pai e da sua presença, não obstante tenha sentido plenamente a distância que separava o amor do ódio. Naquele instante, de um lado Jesus foi uma só coisa com o Pai, plenamente abandonado a Ele; de outro, enquanto solidário com os pecadores, foi separado e se sentiu abandonado por Ele.

Este momento que abre-se para Jesus no Getsémani no qual Ele vive um momento de particular angústia perante a vontade do Pai, contra a qual a debilidade da carne seria tentada a revoltar-se. Ali Cristo põe-Se no lugar de todas as tentações da humanidade, e diante de todos os seus pecados, para dizer ao Pai: “Não se faça a minha vontade, mas a Tua”. Este seu “sim” mudou para sempre o “não” de Adão e Eva no Éden.

Alguns santos viveram intensamente e pessoalmente esta experiência de Jesus. Um deles foi Padre Pio. Os estigmas, que o marcaram no corpo, uniram-no intimamente ao Crucificado-Ressuscitado. Viveu a experiência do Apóstolo Paulo, descrita em suas Cartas com essas palavras: “Já não sou que vivo, mas é Cristo que vive em mim”.

Isso não significa alienação, perda de personalidade: Deus jamais anula o humano, mas o transforma com o seu Espírito e o orienta a serviço do seu desígnio de salvação. Padre Pio manteve os próprios dons naturais, e também o próprio temperamento, mas ofereceu tudo a Deus.

Como aconteceu com Jesus, Padre Pio combateu a verdadeira luta não contra os inimigos terrenos, mas contra o espírito do mal. Permanecendo unido a Cristo, soube concentrar-se na profundidade do drama humano. Assim podemos resumir a missão de Padre Pio: guiar as almas e aliviar o sofrimento.

A herança que ele deixou foi a santidade. Esta era sempre a sua primeira preocupação: que as pessoas regressassem a Deus, que pudessem redescobrir a alegria e a beleza de pertencer à sua Igreja e praticar o Evangelho.

Duas ações guiavam a missão de Padre Pio: a oração e a caridade. Seus dias eram um rosário vivo, ou seja, uma contínua meditação e assimilação dos mistérios de Cristo, em união espiritual com a Virgem Maria. Desta oração, nascia a caridade. Estava sempre atento às situações reais das pessoas e das famílias, em especial dos doentes e dos sofredores.

Diante dos riscos do ativismo e da secularização sempre presentes, Padre Pio nos recorda que é preciso escutar Cristo para realizar a vontade do Pai, pois, inclusive nas tempestades improvisadas, poderemos experimentar o sopro do Espírito Santo, que é mais forte do que qualquer vento, e impulsiona o barco da Igreja e cada um de nós.

Eis o motivo pelo qual devemos viver sempre na serenidade e cultivar no coração a alegria, dando graças ao Senhor, o seu amor é para sempre.

A cruz esta presente na vida de cada homem, na forma de sofrimento físico ou moral (a solidão, a incompreensão, a injustiça, o ódio). A única forma de superar a dor e de lhe dar sentido é, seguindo os passos de Jesus, vencendo o mal com o bem e o egoísmo com o amor.

Padre Pio que dedicou toda a sua vida a acompanhar Cristo na sua paixão, percorrendo com Ele, passo a passo, o caminho do Calvário nos ensina que Cristo quer acompanhar cada um de nós em nossos sofrimentos ajudando-nos a dar valor ao sofrimento nos deixa a oração a seguir para nos dar forças nas horas difíceis:

Ó meu Jesus, dai-me a vossa força quando a minha pobre natureza se revolta diante dos males que a ameaçam, para que possa aceitar com amor as penas e aflições desta vida de exílio. Uno-me com toda a veemência aos vossos méritos, às vossas dores, à vossa expiação, às vossas lágrimas, para poder trabalhar convosco na obra da salvação. Possa eu ter a força de fugir ao pecado, causa única da vossa agonia, do vosso suor de sangue, e da vossa morte.

Afasteis de mim o que vos desagrada, e imprimi no meu coração com o fogo do vosso santo amor todos os vossos sofrimentos. Abraçai-me tão intimamente, em abraço tão forte e tão doce, que nunca eu possa deixar-vos sozinho no meio dos vossos cruéis sofrimentos.

Só desejo um único alívio: repousar sobre o vosso coração. Só desejo uma única coisa: partilhar da vossa Santa Agonia. Possa a minha alma inebriar-se com o vosso Sangue e alimentar-se com o pão da vossa dor! Amém.

Fonte: Ironi Spuldaro
Buscar No Site
Twitter
Agenda de Eventos
Bíblia Católica Online
Livro:
Capítulo:
Ler Capítulo
Os 10 artigos mais lidos
Translate
    Translate to:

Apoiadores | Que nosso Deus não deixe faltar nada a você
RSS
Twitter
MSN
Facebook
Alan Cota
Teclonogia | Curiosidades | Espiritualidade | Música
Clique aqui e fale conosco
Copyright 2012 - Alan Cota - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Agência Católica | Baseado no Wordpress
Website desenvolvido por Agência Católica
Qualidade e Profissionalismo a Serviço de Deus