Resposta a um anti-Católico – Parte 1
09.08.2011A pouco mais de uma semana venho recebendo emails de uma pessoa que se identifica como Karol. Este homem afirma ser um “ex católico” e atualmente professa uma fé protestante dentro da Igreja Batista. Diante do verdadeiro tiroteio, enviado a meu email pessoal (cerca de 16 mensagens), senti-me na obrigação de vir a público fazer um artigo de apologética, ou seja, defesa da fé. Até porque Deus é amor (1Jo 4,16) e este amor presente em nós, cristãos, não me permitiria deixá-lo sem resposta. Peço-lhe perdão por não ter-lhe respondido anteriormente, como lhe falei, tive dias muito corridos e de muito trabalho, graças a Deus.
Diante de todas as inverdades que o senhor fez questão de citar apoiando-se em uma visão fundamentalista, distorcida e totalmente passional, cheguei a conclusão de que o senhor não falava da Igreja Católica, a qual pertenço, amo e foi fundada pelo próprio Jesus (cf. Mt 16,18), e sim a uma caricatura construida em cima de sua total ignorância a cerca da verdadeira doutrina da fé Católica e sobre diversas questões teológicas. Impressiona-me o fato do senhor afirmar “participei aproximadamente 20 anos da igreja católica romana, após conhecer a Cristo e ao seu evangelho, me converti e hoje sirvo, adoro, me prostro só a Jesus e peço a Deus pai através e somente no nome de Cristo” e não conhecer de fato a Igreja a qual pertenceu durante tanto tempo! Só posso conluir que o senhor nunca foi Católico de fato! Só se pode amar aquilo que se conhece, meu irmão. Por isso, este é mais um motivo que me impulsiona a esclarecer-lhe tudo quanto foi me questionado na enxurrada de ataques feitas pelo senhor nas últimas semanas.
Estas são algumas das afirmações feitas pelo senhor, nas mensagens, e que eu gostaria de respondê-las baseando-me nas Sagradas Escrituras e também no Catecismo da Igreja Católica, fonte de autoridade e verdadeira informação à cerca das doutrinas da Igreja, Una, Santa e Católica:
O senhor afirmou: “Católicos romanos dizem que servem a Deus, no entanto, se fazem iguais aos fariseus, invalidando a palavra de Deus com ensinos de homens.“. Aqui vejo uma ignorância, de sua parte, tanto na questão doutrinal quanto na história da Igreja. Os fariseus, por volta do ano 100 d.C, se reuniram em Yavné (Jâmnia), na Galiléia, e começaram a trabalhar em uma re-centralização da religião, que antes era centrada no templo. Uma das mais marcantes decisões desta reunião dos Fariseus, foi justamente criar um novo Cânon Bíblico, que de forma proposital, impediria o Novo Testamento e consequentemente, os ensinamentos de Jesus Cristo. Obviamente estes critérios não eram seguidos pelos Cristãos (leia Católicos), que não tinham nada a ver com os Fariseus que não aceitavam a Jesus Cristo. Tais critérios, eram estes:
1. O Cânon deveria estar disponível em Hebraico, não em Aramaico ou Grego
2. Não poderia ser escrito fora da Terra de Israel
3. Não reconhecer nada depois de Esdras (458 a 428 a.C)
Aqui já podemos, historicamente, ver quem segue os critérios dos Fariseus. Se a Palavra de Deus tivesse que ser escrita apenas em Hebraico, todo o Novo Testamento (escrito em Grego) não teria a menor validade. Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia Judeus, que traduziram os livros Sagrados, do Hebraico para o Grego entre 250 e 100 a.C. Ao escrever o Novo Testamento, os Apóstolos e Evangelistas usaram a tradução Grega feita entre 250 e 100 a.C, pelos próprios Judeus de Alexandria. Quando a tradução foi feita por São Jerônimo, ela continha a íntegra dos textos confiados por Deus à sua Igreja, incluindo no AT, os sete livros que Lutero depois retirou. Todas as Bíblias desde então continham estes livros; uma prova disso é a Bíblia de Gutemberg e outras Bíblias mais antigas. Lutero, porém, ao fazer a sua revolta,resolveu traduzir a Bíblia para o Alemão. Ora, ao contrário de S. Jerônimo, que usou manuscritos muitos antigos, Lutero tinha à sua disposição apenas manuscritos recentes dos Judeus de Jâmnia ou Yavné, que evidentemente não continham os livros que os Fariseus arrancaram do Cânon Bíblico muito depois de Cristo. Basta ver qualquer Edição ou exemplar manuscrito da Bíblia antes de Lutero a importância da Tradição e do Magistério, a verdadeira doutrina sobre a Graça, enfim, vários pontos da Doutrina ensinada por Cristo e pelos Apóstolos que estavam sendo negados pelos Protestantes. A Igreja Católica adotou o Cânon Grego. Os protestantes adoratam o Cânon dos Fariseus.
Quanto ao fato de o senhor afirmar que nós, Católicos, não servimos a Deus; posso ver mais um equivocado ataque sobre aquilo que o senhor não conhece. Nós Católicos Apostólicos Romanos servimos e amamos o Deus Uno e Trino, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amamos e servimos somente a Ele. Seguimos os passos do fundador da nossa Igreja, o próprio Jesus Cristo (cf. Mt 11,27).
Vamos a outra, das tantas, acusações: “Excluíram dos dez mandamentos o segundo que diz: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Êxodo 20.3-6)“. Essa foi dureza. “Excluímos os dez mandamentos”? De onde o senhor tirou tal afirmação? Engraçado como alguns protestantes são programados para atacarem a Fé Católica sempre com as mesmas calúnias e com os mesmos versículos Bíblicos. Sacrilégio, usar a Palavra de Deus para fundamentar mentiras contra a própria Igreja fundada por Jesus Cristo. Por que o senhor não continua lendo sua Bíblia, até a passagem de Números 21, 8 que diz: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” (cf. Num. 21,8). Será que Deus se contradisse? Ou será que alguns desavisados têm interpretado as Sagradas Escrituras como lhe é conveniente? Essa eu deixo você responder.
Outra afirmação, bem batida entre os protestantes: “Se a bíblia diz que o único meio de chegar a Deus é Cristo, e de intercessão é Cristo, e que não podemos nos comunicar com os mortos. Como rogar aos santos e rezar a Ave-Maria?” Confesso que estava sentindo falta de uma acusação contra Nossa Senhora. Normalmente fundamentalistas bíblicos usando uma série de passagens e versículos para fundamentarem suas teses. Vamos confrontá-las:
1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.
Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.
Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: “Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.”
No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.
A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19)
Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.
2a. objeção: os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência
Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida” (Ecl. 9,5) e ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria” (Ecl. 9,10).
Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da ?dormição? ou ?inconsciência? dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem “dormindo” e nem “inconscientes” (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia.
A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:
“Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos” (Prov 9,18)
“O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos” (Prov 15,24)
Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a “morada dos mortos?. As expressões ?morada dos mortos? ou ?região dos mortos? fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça.
Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos ?não há mais recompensa?, ?não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria?, refere-se unicamente ao infortúnio que existe ?na região dos mortos, para onde? eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus.
Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.
3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes
São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, quanto os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:
Ø São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Col 1,24)
Ø São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: “assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro” (Rom 12,5)
Ø São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja” (Col 1,18)
Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.
Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.
Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.
4a. objeção: nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia.
Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:
“Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) (grifos nossos).
“Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (…) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27). (grifos nossos).
Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos.
A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.
Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para ?bater um papo? a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores, logo, quem atende aos nossos pedidos é Deus.
Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.
5a. objeção: não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos
Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos:
“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos” (Ap 6,9-11).
No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: ?mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra?. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:
“Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.? (Ap 8,4).
Nos versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.
No livro do profeta Jeremias lemos:
“Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!? (Jr 15,1).
No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?
O Testemunho dos primeiros cristãos
Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:
“O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).
“Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)
“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).
“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
“Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).
“Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)
“Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)
“Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16; Tg 5,14-15] ou ainda a misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).
Conclusão
Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.
Sobre a Doce Mãe de Deus, Nossa Senhora, Maria Santíssima recomendo que leia este outro artigo, de minha autoria: http://alancota.net/site/eis-ai-tua-mae/
Bom, esta foi uma primeira parte da resposta. Se eu fosse colocar tudo aqui o texto ficaria grande demais. Prometo-lhe, meu irmão em Cristo, responder-lhe as demais acusações e esclarece-las para você, o mais breve possível.
Que Jesus Cristo, nosso Senhor, derrame sobre você a paz e as bençãos. Consagro sua vida, novamente, ao Imaculado Coração de Maria e peço misericórdia a Deus em reparação por tudo que você tem acusado a Santa Igreja Católica, que não é um antro de idolatria como o senhor afirmou, mais a Casa de Deus, a casa do amor!
Fraternalmente,
Alan Cota.
Fonte: Alan Cota



Eu, agora na presença do Deus Todo-Poderoso, da bem-aventurada Virgem Maria, do bem-aventurado São João Batista, dos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, de todos os santos, das hostes sagradas dos céus e de ti, meu pai espiritual, o Superior Geral da Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola, durante o pontificado de Paulo III e continuada até hoje, pelo ventre da Virgem Maria, Mãe de Deus, e pelo cetro de Jesus Cristo, declaro e juro que Sua Santidade, o papa, é o vigário de Cristo e o único e verdadeiro chefe da Igreja Católica ou Universal em toda a Terra, que em virtude das chaves para abrir e fechar, dadas à Sua Santidade por meu Salvador Jesus Cristo, tem ele poder para depor os reis, príncipes, estados, comunidades e governos hereges e fazer com que eles sejam seguramente destruídos.
sempre preferirei dar o meu voto a um Católico do que a um protestante.
Que me aprovisionarei de armas e munições(Fé) para estar pronto quando me seja ordenado para defender a igreja, individualmente, ou na milícia(comunhão) do papa.
Que Deus continue te iluminando e mantendo firme a sua fé que a muitos tem encorajado.
Deus te abençoe e te dê muito e muito mais Sabedoria que vem do alto.